segunda-feira, 26 de junho de 2017

From de heart...#4



Raramente vejo tv sem recorrer às gravações. Ou porque não estou em casa, ou porque não sei qual a programação do dia, pelo que sou fã n. 1 das gravações automáticas. Vou ao canal e consigo ver até 7 dias a programação.
Este episódio do Alta definição foi uma espécie de "olha-te ao espelho". Mostrou-me que às vezes os nossos problemas são idênticos aos de outros e as nossas dúvidas e mágoas são o resultado que coisas que aceitamos e que não conseguimos controlar.
Falo nas semelhanças da definição de amor e foi inevitável lembrar-me da minha última relação e no quanto foi duro aceitar o que não podia controlar, o que não era para mim, o que não podia aceitar. Mais ainda perceber que muitas coisas são evitáveis se aceitas o que está mesmo à frente dos teus olhos e não como querias ou como gostavas que as coisas tivessem sido.
Falo na falta de relacionamento que ela tem com o pai e que eu deixei de ter, há muito tempo. E revi-me em cada palavra e senti que nesta parte da minha vida "não estou sozinha". O meu pai faleceu a 2 de junho deste ano, mas em mim há muito que não fazia parte da minha vida. Optou por outros caminhos, magoou-nos a todos e foi preciso afastar-me para perceber que não dependia de mim a opção de vida dele.
Cheguei a escrever um rascunho para um post no dia que falecesse, mas nesse dia não precisei de palavras.
"Hoje ele descansa em paz e com ele uma família inteira. Já não oiço a minha mãe chorar porque ele bebe, porque fuma, porque não foi o homem que ela idealizou, mas que também não conseguiu viver sem. Hoje sei que não me vai contar que bebeu, que a ignorou, que a magoou, não fisicamente, mas psicologicamente, que é talvez a maior das marcas.
Hoje estamos a aprender a viver uma vida diferente, mais calma, com natural tristeza da parte dela, que agora tem de aprender a viver sozinha, agora no verdadeiro sentido físico, porque psicologicamente já o vivia há muito tempo.
Hoje vou deitar a cabeça na almofada e respirar, a minha paz de espirito é efetiva".
Quando sabemos o que é melhor para nós, tudo se alinha. Não há famílias perfeitas, vidas perfeitas. Aprendi a aceitar a minha, com os defeitos e virtudes que todas têm. O dia em que construir a minha própria família poderei mudar o rumo da história, porque o destino somos nós que o fazemos.



domingo, 18 de junho de 2017

Duda, the one and only!




Tenho tanto para actualizar neste blog, que nem sei bem por onde começar...
No meu último post mostrava um novo gato cá em casa, o duda, por quem me apaixonei pouco tempo de cá estar. Era super meigo, muito calminho e pedia colo como ninguém. Se é verdade que os gatos são uma grande companhia, o duda foi mesmo um gato especial. E talvez por isso me tenha custado horrores tê-lo perdido. Estava doente e abatê-lo foi um mal menor. Lembro-me do dia que não deixei que ficasse internado, porque me armei em durona e ia tratá-lo em casa. No fundo era o meu medo de o perder e vim lavada em lágrimas no regresso a casa, sem saber bem o que fazer à minha vida.
No dia seguinte não me deixou dar-lhe a medicação e não restava dúvidas que era preciso interná-lo e tentar fazer o melhor por ele. 
Já não saiu, ficou internado uma semana e a 21 de maio recebi o telefonema do veterinário a dizer que já não havia nada a fazer.
Regressei da Terceira mais cedo e no dia seguinte fui despedir-me dele.
Engane-se quem acha que é menos difícil, porque ser um animal, porque tenho saudades dele todos os dias. Acabei por adoptar outro gato, pois a mimi estranhou muito a ausência dele, mas muitas vezes engano-me e chamo-o de duda. Esta é a minha foto preferida dele, captei-a quando me preparava para me zangar com ele por saltar para lá, claro que perante tanta fofura, tirei a foto e levou os mimos do costume. Merecia mais, mas não tive tempo...

3?!

Em janeiro era uma, branca e sossegada. Em fevereiro passaram a ser duas, quando resgatei a sushi, a ticolor mais linda do mundo. Estava...